📷 Reprodução / Medicina S/A

📅 19/10/2026 ⏱ 15:53 📡 Medicina S/A 🤖 Gerado Automaticamente 🏷 SAúDE

Apenas 17% das mulheres mastectomizadas fazem reconstrução mamária pelo SUS

A reconstrução mamária é um direito garantido às mulheres que passam por mastectomia devido ao câncer de mama, porém o acesso pelo SUS ainda é limitado. Dados do Datasus mostram que, entre 2014 e 2024, apenas 17% das pacientes submetidas à mastectomia realizaram a reconstrução pelo sistema público, enquanto estimativas da Sociedade Brasileira de Mastologia apontam que cerca de 80% não têm acesso ao procedimento.

Atualização da Portaria e recursos financeiros

A Portaria GM/MS nº 12.254 incluiu na tabela do SUS a reconstrução mamária unilateral, com ou sem prótese, destinando R$ 37,1 milhões anuais e prevendo um impacto financeiro de R$ 21,6 milhões para 2026. Apesar do avanço normativo, especialistas ressaltam que o financiamento deve ser acompanhado de estrutura hospitalar, equipes especializadas e disponibilidade de próteses para que o recurso se traduza em atendimentos efetivos.

Momento da reconstrução: imediata ou tardia

A legislação recomenda que a reconstrução seja feita no mesmo tempo cirúrgico da mastectomia quando houver condições técnicas. Quando isso não é possível – por causa de radioterapia, qualidade dos tecidos ou limitações do serviço – a cirurgia pode ser planejada para fase posterior, sem que a paciente perca a possibilidade de reconstruir o corpo. O acompanhamento contínuo é essencial para definir o momento adequado a cada caso.

Desigualdades de acesso entre os sistemas

Estudos revelam que 58,8% das reconstruções realizadas entre 2015 e 2022 ocorreram na saúde suplementar, enquanto apenas 17% foram feitas pelo SUS. Aproximadamente 75% das pacientes da rede privada conseguem a cirurgia, contrastando com a baixa taxa no sistema público, que enfrenta obstáculos como financiamento insuficiente, falta de próteses e capacidade operacional limitada.

Impacto na qualidade de vida

Para as mulheres que sobrevivem ao câncer de mama, a reconstrução vai além da estética: contribui para a autoestima, a reintegração social e a retomada das atividades pessoais e profissionais. A especialista Gláucia Cordeiro enfatiza que o tratamento oncológico não termina com a remoção do tumor; a reabilitação inclui reconstruir o corpo e garantir qualidade de vida pós‑tratamento.

📰 Leia a notícia completa em: Medicina S/A »

⚖️ Direitos Autorais: Este site utiliza conteúdo agregado de fontes públicas. Todas as imagens possuem crédito e fonte indicados conforme exigido pela legislação brasileira de direitos autorais (Lei 9.610/98).
← Voltar para o início