Uma nova pesquisa do A. C. Camargo Cancer Center e da Nexus revelou que o desconhecimento sobre prevenção ao câncer de mama aumentou no Brasil, passando de 25% em 2024 para 29% em 2026. O estudo entrevistou 1.038 mulheres dentro de uma amostra total de 2.015 pessoas, mostrando que a parcela que afirma conhecer os métodos de prevenção permaneceu quase estável (58% em 2026 contra 59% em 2024), enquanto o grupo que antes respondia de forma intermediária recuou de 16% para 11%.
Comportamento e diagnóstico
Entre as mulheres que dizem conhecer as formas de prevenção, 80% já realizaram o autoexame e 65% fizeram mamografia, enquanto apenas 12% nunca realizaram nenhum dos exames. Já entre as que não conhecem, apenas 30% fizeram o autoexame, 35% realizaram mamografia e 55% nunca fizeram nenhum exame, evidenciando uma grande disparidade de práticas.
Impacto da renda e do acesso
Os dados apontam forte correlação entre renda familiar e adoção de medidas preventivas. O autoexame varia de 51% entre mulheres com renda até um salário mínimo a 88% entre as que recebem acima de cinco salários. O conhecimento das formas de prevenção segue a mesma tendência, de 49% a 79%. No sistema de saúde, 56% das usuárias do SUS conhecem as medidas preventivas, contra 69% das que utilizam rede privada.
Consequências clínicas
Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama, destaca que a taxa de sobrevida em cinco anos chega a 96% para pacientes diagnosticadas em estágio I, reforçando a importância do diagnóstico precoce aliado a hábitos de vida saudáveis. A informação, portanto, torna‑se o principal divisor entre quem se cuida e quem não se cuida.
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