Introdução
Rickettsia parkeri é uma bactéria intracelular transmitida por carrapatos, responsável por rickettsioses leves em indivíduos saudáveis. Contudo, infecções em pacientes imunocomprometidos podem apresentar manifestações graves e atípicas.
Caso Clínico
Relata-se o caso de uma criança de 7 anos, residente na Geórgia (EUA), com diagnóstico de imunodeficiência primária, que desenvolveu febre alta, erupção cutânea maculopapular e dor abdominal. A história de exposição a áreas verdes e contato com carrapatos foi confirmada pelos responsáveis.
Diagnóstico
Exames laboratoriais mostraram elevação de marcadores inflamatórios e leucopenia. A sorologia para Rickettsia spp. foi positiva, e a PCR em amostra de sangue confirmou a presença de DNA de R. parkeri. A combinação de fatores imunológicos e a rápida progressão dos sintomas levaram à suspeita precoce da rickettsiose.
Tratamento e Evolução
O paciente recebeu terapia com doxiciclina intravenosa, ajustada para a faixa etária e condição renal. A resposta clínica foi favorável, com resolução da febre em 48 horas e melhora gradual da erupção cutânea. O acompanhamento de longo prazo incluiu monitoramento da função imunológica e orientações sobre prevenção de picadas de carrapato.
Conclusões
Este relato destaca a importância de considerar rickettsioses, especificamente R. parkeri, em pacientes pediátricos imunocomprometidos que apresentam febre de origem desconhecida. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar complicações graves.