Um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) em parceria com a Umane alerta que, se o gasto federal com saúde for corrigido apenas pela inflação, o SUS pode deixar de receber, em média, R$ 30 bilhões por ano (valores de 2026) nos próximos dez anos, totalizando até R$ 300 bilhões ao final da década.
Impacto no orçamento
Com a correção apenas inflacionária, o orçamento do SUS ficaria congelado em termos reais no patamar de 2026, sem acompanhar o crescimento da arrecadação nem o aumento das necessidades da população, como o envelhecimento e a prevalência de doenças crônicas.
Comparação com gastos atuais
Os R$ 30 bi anuais equivalem a quase metade do que a União destinou à Atenção Primária em 2026 (R$ 61,3 bi) e a quase três anos de custeio das 57 585 equipes de Saúde da Família, além de oito vezes o gasto anual dos 3 671 CAPS.
Consequências para a distribuição de recursos
Se a correção for apenas pela inflação, as emendas parlamentares obrigatórias, atreladas à arrecadação, passarão a ocupar uma fatia crescente do orçamento, representando 43% das despesas discricionárias da saúde já em 2025.
Projeções e metodologia
O estudo projetou o gasto federal entre 2027 e 2036 usando duas regras – a atual (15% da Receita Corrente Líquida) e a correção inflacionária (IPCA) – com base nas projeções econômicas da Instituição Fiscal Independente e nos dados populacionais do IBGE.
📰 Leia a notícia completa em: Medicina S/A »