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📅 28/10/2026 ⏱ 13:09 📡 Medicina S/A 🤖 Gerado Automaticamente 🏷 ECONOMIA

SUS deixaria de receber R$ 30 bilhões por ano se gasto federal for corrigido só pela inflação

Um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) em parceria com a Umane alerta que, se o gasto federal com saúde for corrigido apenas pela inflação, o SUS pode deixar de receber, em média, R$ 30 bilhões por ano (valores de 2026) nos próximos dez anos, totalizando até R$ 300 bilhões ao final da década.

Impacto no orçamento

Com a correção apenas inflacionária, o orçamento do SUS ficaria congelado em termos reais no patamar de 2026, sem acompanhar o crescimento da arrecadação nem o aumento das necessidades da população, como o envelhecimento e a prevalência de doenças crônicas.

Comparação com gastos atuais

Os R$ 30 bi anuais equivalem a quase metade do que a União destinou à Atenção Primária em 2026 (R$ 61,3 bi) e a quase três anos de custeio das 57 585 equipes de Saúde da Família, além de oito vezes o gasto anual dos 3 671 CAPS.

Consequências para a distribuição de recursos

Se a correção for apenas pela inflação, as emendas parlamentares obrigatórias, atreladas à arrecadação, passarão a ocupar uma fatia crescente do orçamento, representando 43% das despesas discricionárias da saúde já em 2025.

Projeções e metodologia

O estudo projetou o gasto federal entre 2027 e 2036 usando duas regras – a atual (15% da Receita Corrente Líquida) e a correção inflacionária (IPCA) – com base nas projeções econômicas da Instituição Fiscal Independente e nos dados populacionais do IBGE.

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