Durante a Semana do Seguro, Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade MAG, destacou a importância dos corretores de seguros como agentes de educação financeira. Em sua fala na Câmara Municipal de São Paulo, ele argumentou que esses profissionais têm contato direto com milhões de famílias e podem orientar decisões de investimento, proteção e planejamento de longo prazo, especialmente diante do envelhecimento da população brasileira.
Contribuição para a longevidade financeira
Molina ressaltou que a expectativa de vida está aumentando, o que traz desafios como a necessidade de recursos para aposentadoria, cuidados de saúde e manutenção de qualidade de vida. Os corretores, ao entenderem o perfil de risco e os objetivos de cada cliente, podem recomendar produtos que garantam segurança patrimonial e renda vitalícia, reduzindo a vulnerabilidade econômica na terceira idade.
Integração com políticas públicas
O discurso também abordou a sinergia entre o setor privado e as iniciativas governamentais de inclusão financeira. Ao alinhar suas práticas com programas de educação financeira promovidos por órgãos públicos, os corretores ampliam o alcance de informações sobre seguros de vida, previdência privada e investimentos de baixo risco, contribuindo para a redução da desigualdade de acesso a serviços financeiros.
Desafios e perspectivas
Entre os obstáculos citados, estão a falta de capacitação contínua dos corretores e a necessidade de simplificar a linguagem dos produtos para o público geral. Molina propôs a criação de certificações específicas e a adoção de ferramentas digitais que facilitem a simulação de cenários financeiros, tornando a consultoria mais transparente e acessível.
Ao final da sessão, ficou claro que o papel dos corretores vai além da simples venda de apólices; eles são parceiros estratégicos na construção de um futuro financeiro mais estável para os brasileiros, especialmente à medida que o país enfrenta o envelhecimento demográfico.
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