Um estudo recente do Capgemini Research Institute revelou que as seguradoras de Propriedades e Acidentes estão alocando a maior parte dos recursos destinados à Inteligência Artificial (IA) em infraestrutura tecnológica, com 72% dos investimentos focados em hardware, plataformas de dados e algoritmos avançados. Essa prioridade reflete a necessidade de modernizar sistemas legados, melhorar a capacidade de processamento e garantir a escalabilidade das soluções de IA, que são essenciais para a análise de risco, precificação dinâmica e detecção de fraudes.
Desafios na gestão da mudança
Apesar do investimento robusto em tecnologia, apenas 28% dos recursos são direcionados à gestão da mudança organizacional. Especialistas apontam que essa lacuna pode limitar a efetividade das iniciativas de IA, pois a adoção bem‑sucedida depende de treinamento de equipes, reestruturação de processos e alinhamento cultural. Sem um foco adequado na mudança de comportamento, as ferramentas de IA podem ficar subutilizadas ou gerar resistência interna.
Impactos no mercado de seguros
O desequilíbrio entre tecnologia e gestão pode influenciar a competitividade das seguradoras. Aqueles que combinarem infraestrutura avançada com programas de capacitação e governança de dados tendem a obter vantagens estratégicas, oferecendo produtos mais personalizados e respostas mais rápidas a sinistros. Por outro lado, empresas que negligenciarem a mudança organizacional podem enfrentar atrasos na implementação e perda de oportunidades de mercado.
Perspectivas para os próximos anos
O relatório projeta que, até 2028, a proporção de investimentos em gestão da mudança deverá crescer, à medida que o setor reconheça a importância de integrar tecnologia e cultura corporativa. Iniciativas como laboratórios de inovação, parcerias com startups de IA e programas de upskilling estão sendo adotadas para equilibrar o investimento e acelerar a transformação digital.
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