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📅 05/10/2026 ⏱ 10:08 📡 Medicina S/A 🤖 Gerado Automaticamente 🏷 PREVENçãO

Panorama do Câncer de Mama aponta que 51% dos diagnósticos são tardios

A nova edição do Panorama da Atenção ao Câncer de Mama revela retrocessos críticos no acesso das brasileiras ao diagnóstico precoce. O volume de mamografias de rastreamento no SUS caiu 0,2% em 2024 e 1,0% em 2025, reduzindo a cobertura mamográfica de 22,8% para 22,1% na população‑alvo (50‑69 anos). A mudança metodológica, que passou a usar o Painel de Oncologia do INCA, mostrou um cenário ainda mais desafiador.

Diagnósticos tardios e mortalidade crescente

Entre 2015 e 2025, 51% dos casos foram identificados em estágios avançados (III e IV). Esse atraso explica por que o câncer de mama continua a ser a principal causa de morte entre mulheres no Brasil, apesar de uma taxa de cura de 95% quando detectado precocemente. O estudo aponta ainda que 68,3% das pacientes de 20‑29 anos recebem diagnóstico em estágios avançados, seguido por 61,9% (30‑39 anos) e 53,7% (40‑49 anos).

Desigualdades regionais e raciais

As mortes aumentaram, totalizando 203.785 entre 2015‑2025, com 21.668 óbitos apenas em 2025. No recorte racial, 55,4% das mortes foram de mulheres brancas e 43,9% de negras. A cobertura mamográfica varia drasticamente: a região Sul lidera com 25,6% em 2025, enquanto Norte e Centro‑Oeste ficam abaixo de 14%.

Tempo de tratamento acima do limite legal

O intervalo médio entre diagnóstico e início do tratamento no SUS foi de 123 dias (mais que o dobro dos 60 dias estabelecidos pela Lei 12.732/2012). Em 2025, a média caiu para 86 dias, ainda insuficiente, e 62% das pacientes tiveram o direito violado ao esperar mais de 60 dias. Estados como Sergipe (115 dias), Rio de Janeiro (107 dias) e Bahia (100 dias) apresentam as maiores esperas.

Recomendações e perspectivas

Especialistas enfatizam a necessidade de integrar informação, acesso e oferta de serviços, reforçando a linha de cuidado desde a suspeita até o tratamento. A atualização dos dados permite identificar gargalos e orientar políticas públicas mais efetivas, visando reduzir desigualdades e melhorar os desfechos das mulheres com câncer de mama.

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