Introdução
Um estudo recente realizado em Sri Lanka investigou a presença da filária Dirofilaria asiatica em humanos, destacando casos de infecção e microfilaremia assintomática. A espécie, tradicionalmente associada a animais, tem sido cada vez mais detectada em populações humanas, levantando questões sobre sua epidemiologia e risco para a saúde pública.
Metodologia
Foram coletadas amostras de sangue de residentes de áreas endêmicas entre 2023 e 2025. Os exames microscópicos e moleculares identificaram a presença de microfilárias circulantes, mesmo em indivíduos sem sintomas clínicos. Dados demográficos e de exposição a vetores foram analisados para determinar fatores de risco.
Resultados
Os achados revelaram uma taxa de microfilaremia assintomática de aproximadamente 2,8% na população estudada. A maioria dos casos positivos apresentava baixa carga parasitária e não desenvolveu manifestações clínicas durante o período de acompanhamento. A presença de D. asiatica foi correlacionada com contato frequente com cães e gatos, bem como com a presença de mosquitos do gênero Aedes nas residências.
Discussão
Embora a infecção seja geralmente silenciosa, a detecção de microfilárias em indivíduos assintomáticos indica um potencial reservatório humano que pode contribuir para a transmissão do parasita. O estudo sugere a necessidade de vigilância epidemiológica ampliada e de estratégias de controle de vetores para prevenir a disseminação.
Conclusões
O trabalho evidencia que Dirofilaria asiatica pode infectar humanos de forma assintomática, reforçando a importância de monitoramento contínuo e de campanhas de educação em saúde nas áreas afetadas.