A nova plataforma Hub de Doenças Cardiovasculares, lançada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em parceria com a World Heart Federation, reúne dados epidemiológicos sobre mortalidade, incidência e fatores de risco das principais doenças cardiovasculares no Brasil. A ferramenta integra informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, do Global Burden of Disease 2023 e estimativas populacionais do DataSUS, permitindo consultas por estado, sexo e faixa etária.
Impacto dos números atuais
Com uma média de 1.194 óbitos por dia – cerca de 50 por hora – a cada 72 segundos uma pessoa morre de doença cardiovascular no país. Até 8 de outubro, o total acumulado de mortes era de 334.898, representando 195 óbitos por 100 mil habitantes, 36% menos que em 2000. Alagoas apresenta a maior taxa estadual (245,5/100 mil), seguida por Amapá e Mato Grosso do Sul.
Projeções e cenários futuros
Se as tendências dos últimos 20 anos continuarem, as mortes podem crescer 10,8% até 2030, passando de 417.550 em 2024 para 462.573. O coordenador da plataforma, Antonio Luiz Pinho Ribeiro, alerta que mudanças nos fatores de risco, acesso ao diagnóstico e políticas públicas podem alterar esse cenário, assim como a qualidade dos registros de óbitos.
Ferramentas para pesquisadores e comunicadores
O Hub oferece visualizações interativas – mapas, séries temporais, rankings – e permite exportar dados para pesquisas, reportagens e apresentações. Cada consulta gera um link permanente e citação automática, facilitando a referência e a disseminação de informações baseadas em evidência.
Importância das intervenções
Os dados reforçam a necessidade de estratégias de prevenção, como controle da hipertensão e diabetes, redução do tabagismo, combate à obesidade e ao sedentarismo, além de atendimento rápido a infartos e AVCs. Nos últimos 20 anos, essas ações contribuíram para a queda significativa da taxa de mortalidade cardiovascular no Brasil.
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