O Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância e vacinação contra o sarampo no Brasil, após o aumento de casos nos Estados Unidos e em diversos países das Américas. As autoridades destacam que a maioria dos infectados nos EUA são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, o que reforça a necessidade de manter altas coberturas vacinais.
Casos importados e resposta local
Até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados de sarampo no país, concentrados principalmente em São Paulo (41), Amazonas (10) e Rio de Janeiro (1). As equipes de saúde realizam busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal nas áreas afetadas, intensificando a vacinação em locais públicos de grande circulação.
Histórico recente e cobertura vacinal
Após perder a certificação de eliminação em 2019, o Brasil foi recertificado como livre de circulação endêmica em novembro de 2024 pela OPAS. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos sem óbitos. Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral atingiu 93,10% nacionalmente, com 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas.
Estratégias de imunização em 2026
Foram realizadas quatro grandes mobilizações de vacinação, aplicando mais de 3,8 milhões de doses em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. A estratégia inclui a dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, além de campanhas na tríplice fronteira Brasil‑Colômbia‑Peru, com apoio de equipes federais.
Importância da vigilância contínua
O Ministério enfatiza que a manutenção de altas coberturas vacinais e a vigilância ativa são essenciais para impedir que casos importados gerem transmissão sustentada. A vacina está disponível gratuitamente pelo SUS, e a população deve procurar unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação.
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