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📅 01/10/2026 ⏱ 15:55 📡 Medicina S/A 🤖 Gerado Automaticamente 🏷 SAúDE

Cuidado oncológico deve ampliar o foco para além da resposta da doença

Em tratamentos de alta complexidade, como os realizados na Onco-hematologia, o sucesso não pode ser medido apenas pela resposta da doença. A segurança durante o tratamento, a prevenção de complicações, a qualidade assistencial, o acolhimento, a recuperação e a possibilidade de retomar a vida e a identidade também fazem parte do resultado esperado pelo paciente. Essa mudança de perspectiva está no centro do conceito de sucesso do paciente, que amplia a tradicional avaliação da experiência do paciente. Enquanto a experiência está relacionada à forma como a pessoa vivencia o cuidado, o sucesso considera aquilo que esse cuidado efetivamente produz em sua jornada e em sua vida. “Quando falamos em sucesso do paciente, não falamos apenas dos resultados clínicos. Destacamos principalmente a humanização, a qualidade de vida e o acolhimento”, afirma Roberto Luiz da Silva, médico hematologista e responsável técnico do Transplante de Medula Óssea do IBCC Oncologia.

Na prática, a interdisciplinaridade começa antes mesmo do tratamento. A incorporação de novas tecnologias, por exemplo, exige protocolos, treinamento e preparo das equipes para que diferentes profissionais estejam alinhados diante de uma mesma jornada. “Quando a gente incorpora novas tecnologias em um hospital, precisa olhar 360 graus para todos os pormenores. É necessário preparar protocolos, treinar a equipe e fazer com que todos estejam olhando para o mesmo sentido. Não dá para pensar em uma linha de cuidado fragmentada”, explica a enfermeira Alessandra Barban, coordenadora assistencial do Departamento de Transplante de Medula Óssea, Terapia Celular e Multidisciplinar do IBCC Oncologia. O CAR-T Cell é um exemplo dessa complexidade.

A terapia utiliza células do próprio sistema imunológico do paciente, modificadas para reconhecer e combater células tumorais, e exige acompanhamento especializado ao longo de todo o processo. Nesse cenário, a atuação coordenada entre as equipes torna-se parte do próprio cuidado. A mesma lógica se aplica quando surgem complicações que exigem suporte intensivo. Pacientes onco-hematológicos podem apresentar condições relacionadas à imunossupressão que demandam monitoramento específico. Esse atendimento inclui, muitas vezes, uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) dedicada a esse perfil de paciente. “Esses pacientes podem evoluir para complicações clínicas que são raras na população em geral.

Ter uma UTI dedicada faz com que a equipe conheça profundamente as peculiaridades desses pacientes e os ajustes necessários no tratamento. Mas nosso objetivo não é que o paciente permaneça na UTI. É uma unidade de suporte, de passagem, para que ele possa se recuperar e

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