Já faz um tempo que a telemedicina não é procurada apenas quando o brasileiro está diante de uma situação inesperada. Em 2026, o atendimento online aparece principalmente como uma alternativa para avaliar sintomas (53,4%), realizar consultas de rotina (50%) e esclarecer dúvidas de saúde (47,6%). A modalidade também é utilizada para prescrição ou renovação de medicamentos (33,6%), o que mostra como diferentes necessidades podem ser resolvidas sem que o paciente precise se deslocar até um consultório. Os dados são de uma pesquisa do Olá Doutor, plataforma de consultas que conecta pacientes a médicos, com centenas de entrevistados de diferentes regiões do país. Ao longo do levantamento, 46% dos entrevistados afirmaram já ter tido alguma experiência com a telemedicina, indicando que o atendimento remoto já faz parte da jornada de cuidados de saúde de uma parcela significativa da população. Entre aqueles que já recorreram à modalidade, a experiência também foi avaliada positivamente. Isso porque, enquanto 37,8% afirmaram ter tido uma boa experiência com consultas online, 25,4% já se sentiram mais confortáveis com o atendimento digital do que esperavam.
Outros 19,2%, por sua vez, relataram já ter recomendado uma plataforma de telemedicina a outras pessoas, completando o retrato das percepções dos entrevistados sobre esse tipo de atendimento. Se, há alguns anos, o atendimento remoto era visto com ressalva por certos pacientes, em 2026, a pesquisa do Olá Doutor apenas reforça como as consultas online já figuram entre as opções consideradas na hora de resolver uma questão de saúde, seja durante uma viagem, em meio à correria do dia a dia ou no ambiente de trabalho. Ao longo do levantamento, por exemplo, 46% dos respondentes reforçaram já ter tido algum tipo de experiência com a modalidade, procura geralmente motivada pela avaliação rápida de sintomas (53,4%), consultas de rotina (50%), esclarecimento de dúvidas (47,6%) e, ainda, a prescrição ou renovação de medicamentos (33,6%). A experiência, de modo geral, tem sido positiva: enquanto 37,8% dos entrevistados mencionaram experiências positivas com consultas online, 25,4% foram além, destacando já ter se sentido mais confortáveis com o atendimento digital do que esperavam. O nível de satisfação, vale dizer, também se reflete nas indicações: recomendar uma plataforma ou serviço de telemedicina a outras pessoas é uma experiência compartilhada por 19,2% das pessoas consideradas no estudo. A popularização da telemedicina, no entanto, também traz novos desafios para quem busca atendimento de saúde pela internet. Isso porque, à medida que as consultas online passam a fazer parte da rotina, o paciente precisa não apenas encontrar um serviço que atenda às necessidades, mas entender como seus dados são tratados, reconhecer quem está do outro lado e identificar se a plataforma utilizada é, de fato, confiável — pontos em que, com o avanço dos golpes e fraudes online, permanecem lacunas.
De um lado, por exemplo, estão as dúvidas relacionadas ao uso de dados: segundo o estudo, 47% dos entrevistados ainda não sabem como seus dados são armazenados pelas plataformas, enquanto 47,6% afirmam se perguntar sobre quem, de fato, pode acessar essas informações. De outro, estão as dúvidas sobre a autenticidade dos médicos e plataformas, cenário amplificado pelos “ médicos fake” criados com inteligência artificial. Como alerta o Conselho Federal de Medicina (CFM), trata-se de perfis que, nos últimos anos, vêm ganhando espaço nas redes com conteúdos direcionados, principalmente, a pessoas idosas. Em geral, utilizam personagens de aparência e voz realistas para divulgar orientações sem comprovação científica, bem como livros digitais e outros produtos. Nesse contexto, o estudo mostra que boa parte dos brasileiros ainda não se sente apta para identificar esse tipo de fraude, já que 34,2% apontaram pouco preparo para reconhecer imagens de médicos geradas por IA em um vídeo ou consulta. O mesmo tipo de insegurança aparece quando o assunto são as próprias plataformas: 40,4% dos entrevistados têm dificuldade ou não saberiam reconhecer uma plataforma de telemedicina falsa, enquanto 37,8% afirmaram conseguir identificá-la apenas parcialmente. “As empresas de telemedicina têm um papel importante quando o assunto é garantir uma experiência segura e transparente, seja reforçando validações de identidade e credenciais médicas ou ofertando mais informações para que o paciente saiba quem está prestando o atendimento”, comenta Anderson Zilli, CEO do Olá Doutor.
Para quem ainda tem dificuldade em diferenciar uma plataforma legítima de uma falsa, os próprios entrevistados compartilham alguns caminhos que ajudam nessa identificação. Entre aqueles que afirmam conseguir reconhecer um serviço confiável, os principais pontos observados são o endereço e o site da plataforma (57,4%), a reputação do serviço (49,2%), o CNPJ e as informações da empresa responsável (47,8%) e comentários de outros usuários (45,6%). Em um cenário de expansão da telemedicina, os dados reforçam o que, para muitos, não é novidade: informação e transparência fazem parte do cuidado e, em muitos casos, são decisivos para que o paciente volte a buscar atendimento online. Para analisar a relação dos pacientes brasileiros com a telemedicina, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais. Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que abordaram a frequência com que recorrem a tais plataformas, as finalidades de uso mais comuns e as principais dificuldades de quem costuma se consultar pela internet. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere cada alternativa apontada pelos entrevistados.
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