Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto D’ Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), em colaboração com a Rede D’ Or, mostra que um modelo de governança clínica unificada foi capaz de sustentar melhorias consistentes em indicadores de infecções relacionadas à assistência, segurança do paciente e rapidez no atendimento de emergências.
Metodologia do estudo
O estudo acompanhou a evolução de indicadores assistenciais em 57 hospitais gerais de alta complexidade distribuídos pelas cinco regiões brasileiras entre 2016 e 2024. Durante esse período, a Rede D’ Or mais que dobrou o número de hospitais analisados, passando de 25 para 57 unidades incorporadas progressivamente ao sistema.
Resultados
Os resultados indicam que, mesmo diante dessa expansão e dos desafios impostos pela pandemia de Covid-19, a rede conseguiu preservar a evolução dos principais indicadores de qualidade assistencial. Ao longo dos nove anos de acompanhamento, os pesquisadores observaram redução das infecções da corrente sanguínea associadas ao uso de cateter venoso central em UTIs adultas, cuja taxa caiu de 1,62 para 0,75 caso por mil cateteres-dia.
Conclusão
Os autores destacam que, diante do envelhecimento da população, do aumento da complexidade dos atendimentos e da crescente pressão por eficiência nos sistemas de saúde, fortalecer modelos de governança clínica tende a se tornar um dos principais desafios da gestão hospitalar nas próximas décadas.
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