Desinformação sobre morte encefálica é barreira para transplantes no Brasil
O Brasil alcançou um recorde histórico de transplantes em 2025, mas a falta de informação sobre a morte encefálica ainda é um grande obstáculo. Quase metade das famílias brasileiras recusa a doação de órgãos devido à desinformação.
A recusa familiar é um dos principais obstáculos para o aumento das doações no país. A médica Fernanda Resende, intensivista do Hospital Angelina Caron, afirma que a dificuldade de compreensão do diagnóstico e a circulação de informações equivocadas são as principais causas dessa resistência.
Importância da informação correta
A especialista destaca que a informação correta é fundamental para reduzir a resistência à doação de órgãos. “Quando as pessoas compreendem que a morte encefálica é um diagnóstico definitivo e irreversível, conseguem entender também que a doação pode representar uma nova chance de vida para outras pessoas”.
Além disso, a médica ressalta a importância do diálogo prévio sobre a doação de órgãos. “É muito importante que as pessoas expressem em vida o desejo de ser doadoras. Quando essa conversa não acontece, a decisão fica nas mãos da família em um momento de extrema dor e fragilidade”.
Desafios e soluções
Para Fernanda Resende, a conscientização deve começar muito antes da internação em uma UTI. “A gente não deseja que isso aconteça com ninguém. Mas, se acontecer, a informação permite que uma família saiba que, mesmo diante de uma perda irreparável, é possível transformar a vida de várias pessoas por meio da doação de órgãos”.
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