Roubo de Cargas no Brasil: Um Novo Período de Risco
No primeiro trimestre de 2026, o cenário de roubo de cargas no Brasil confirmou uma transformação profunda. O risco deixou de ser apenas concentrado e previsível para se tornar dinâmico, seletivo e focado no valor e na liquidez da carga.
O Sudeste voltou a intensificar sua concentração histórica de roubos, saltando de 61% para 78,2% dos prejuízos nacionais no mesmo período. O estado do Rio de Janeiro foi o grande responsável por essa alta, atingindo 44% dos prejuízos.
Os medicamentos entraram na mira do roubo de cargas, com um salto expressivo dos prejuízos envolvendo esse setor, que saíram de 1,7% para 22,3%. O crime passou a operar com uma lógica de portfólio focada em valor, com 40,4% dos prejuízos envolvendo cargas avaliadas em mais de R$ 1 milhão.
As cargas fracionadas continuam a liderar o ranking geral, com 36,6% dos prejuízos. Por outro lado, houve uma inversão notável no roubo de cigarros, que despencou de 34,1% para apenas 3,7%.
Os investimentos em tecnologia preditiva e rastreamento avançado demonstraram resultados expressivos, com as gerenciadoras do ecossistema nstech evitando mais de R$ 72 milhões em prejuízos.
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