Foto: Sueli dos Santos / Universo do Seguro
Especialistas e representantes de órgãos como Susep, Banco Central e CVM defendem a integração da educação financeira, previdenciária e securitária ao currículo das escolas públicas Há muito tempo a educação financeira assumiu um papel estratégico no desenvolvimento do país. Essa foi uma das mensagens da Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF de 18 a 24 de maio), que reuniu representantes do setor público, reguladores e especialistas para discutir a construção de uma política nacional permanente de educação financeira, previdenciária e securitária. Durante a semana, alguns debatedores que participaram do evento destacaram que países que investem em educação conseguem ampliar a capacidade de poupança da população, além de estimular inovação, produtividade e novos ciclos de riqueza. Um dos principais consensos do encontro foi a necessidade de inserir de forma contínua a educação financeira no cotidiano das escolas públicas brasileiras. A avaliação apresentada durante o evento é que crianças e adolescentes entre 9 e 12 anos representarão, em menos de uma década, parte importante da força de trabalho do país.
Por isso, ensinar conceitos de planejamento financeiro desde cedo é visto como uma medida estratégica para preparar futuras gerações para decisões mais conscientes sobre consumo, crédito, previdência, seguros e investimentos. Os participantes também destacaram o efeito multiplicador da educação financeira dentro das famílias, já que estudantes frequentemente levam o conteúdo aprendido na escola para dentro de casa, influenciando hábitos financeiros dos pais. A inclusão da educação financeira na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em 2016, abriu espaço para que o tema fosse trabalhado como conteúdo transversal nas escolas brasileiras. A proposta agora é ampliar a aplicação prática desse conteúdo ao longo de todo o calendário letivo. Representantes do Ministério da Educação lembraram que o órgão participa da Estratégia Nacional de Educação Financeira desde 2010 e segue atuando no Fórum Brasileiro de Educação Financeira, criado em 2020.
Representantes da Susep defenderam maior aproximação entre reguladores, mercado segurador e sociedade para ampliar o entendimento da população sobre proteção financeira e gerenciamento de riscos. Segundo os participantes, o seguro precisa deixar de ser percebido apenas como produto e passar a ser compreendido como ferramenta de planejamento financeiro e proteção patrimonial ao longo da vida. A integração entre educação financeira, previdenciária e securitária foi apontada como essencial diante do aumento da longevidade da população brasileira. Outro ponto central foi a preocupação com a preparação financeira das novas gerações para viver mais tempo. Os debatedores alertaram para o risco de uma cultura focada apenas no consumo imediato e em experiências de curto prazo, sem planejamento para aposentadoria, formação de patrimônio ou independência financeira.
A educação financeira foi apresentada como instrumento capaz de incentivar hábitos de poupança, investimentos conscientes e planejamento de longo prazo, reduzindo vulnerabilidades sociais no futuro. porConteúdo Universo do Seguro
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