Um levantamento da Plataforma DRG Brasil, realizado pelo Grupo IAG Saúde, analisou 157.685 internações por AVC entre janeiro de 2020 e junho de 2026. Dos casos, 45,6% foram isquêmicos, 18,6% hemorrágicos e 35,9% não especificados, representando 1,5% das admissões hospitalares da população estudada. O estudo destaca que, embora o AVC hemorrágico seja menos frequente, ele impõe maior gravidade clínica e demanda assistencial.
Diferenças de mortalidade e permanência
A mortalidade hospitalar foi de 30,8% nas internações por AVC hemorrágico, quase três vezes a taxa de 11,8% observada no isquêmico. A permanência média foi de 13,2 dias para o tipo hemorrágico e 9,0 dias para o isquêmico. Cuidados intensivos foram necessários em 67,6% das internações hemorrágicas, contra 36,5% das isquêmicas, e a ventilação mecânica foi usada em 39,1% e 12,3% dos casos, respectivamente.
Impacto econômico
O custo médio por internação foi de R$ 43.959,29 para o AVC hemorrágico, quase o dobro do custo médio de R$ 22.117,79 para o isquêmico. Apesar do menor número de casos, o gasto total estimado para o tipo hemorrágico chegou a R$ 1,29 bilhão, enquanto o isquêmico gerou R$ 1,59 bilhão. O custo total previsto para todos os tipos de AVC foi de R$ 3,82 bilhões, com média de R$ 24.232,98 por admissão.
Perfil dos pacientes e prevenção
85,4% das internações ocorreram em pacientes acima de 50 anos, porém a proporção de jovens (14‑50 anos) foi duas vezes maior nos casos hemorrágicos (24,2%) que nos isquêmicos (12,3%). O estudo reforça a importância da identificação precoce dos sintomas, usando a sigla “VÁ De SAMU”, e destaca que 80‑90% dos AVCs estão ligados a fatores de risco modificáveis, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo.
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