Introdução
O estudo investigou a presença de Orientia tsutsugamushi, agente causador da febre maculosa, em carrapatos (chiggers) associados a morcegos no Japão. Amostras foram coletadas em áreas florestais onde morcegos habitam, visando compreender possíveis reservatórios silvestres do patógeno.
Metodologia
Foram capturados morcegos e, a partir deles, extraídos os chiggers que se alimentavam de sua pele. Os organismos foram identificados morfologicamente e submetidos a cultivo em células de mamíferos para isolamento da bactéria. Técnicas de PCR e sequenciamento confirmaram a identidade de O. tsutsugamushi.
Resultados
Do total de chiggers analisados, uma fração significativa continha O. tsutsugamushi viável, demonstrando que morcegos podem servir como hospedeiros naturais. Os isolados apresentaram genótipos semelhantes aos encontrados em humanos na região, sugerindo circulação compartilhada entre espécies.
Discussão
Os achados ampliam o conhecimento sobre a ecologia da febre maculosa, indicando que a transmissão pode envolver ciclos silvestres complexos, incluindo morcegos e seus ectoparasitas. Isso tem implicações para a vigilância epidemiológica e para estratégias de prevenção em áreas rurais.
Conclusão
O isolamento de Orientia tsutsugamushi de chiggers associados a morcegos no Japão evidencia um novo reservatório potencial, reforçando a necessidade de monitoramento integrado de fauna silvestre e saúde pública.