Introdução
Um surto de febre suína africana (FSA) foi detectado em plasma de porco seco pulverizado utilizado como ingrediente em rações na Coreia do Sul em 2026. A FSA é uma doença viral altamente contagiosa que afeta suínos domésticos e selvagens, causando elevada mortalidade e graves perdas econômicas.
Metodologia
Amostras de plasma foram coletadas de diferentes lotes produzidos entre 2024 e 2025 e analisadas por PCR em tempo real e cultura de células Vero. Os resultados foram comparados com amostras de controle negativas e com cepas de referência da África.
Resultados
Detectou‑se material genético do vírus da FSA em 3 dos 12 lotes testados, confirmando a presença de vírus viável. As sequências obtidas mostraram alta similaridade com cepas circulantes na Ásia Oriental, indicando contaminação durante o processo de secagem ou manuseio.
Discussão
O achado evidencia um risco emergente para a cadeia de suprimentos de ingredientes de ração, especialmente em países importadores. Recomenda‑se a revisão dos protocolos de biossegurança nas fábricas de plasma, a implementação de testes de rotina e a restrição de uso desse ingrediente em áreas livres de FSA.
Conclusão
O estudo demonstra que o plasma de porco seco pode ser vetor de transmissão da febre suína africana, exigindo medidas preventivas rigorosas para proteger a saúde animal e evitar impactos econômicos significativos.