A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou 21.762 importações de produtos à base de cannabis medicinal em julho, representando um crescimento de 19,4% em relação a junho e 33,4% ao mesmo período de 2025. Esse volume é o segundo maior já registrado, ficando atrás apenas de março de 2026, quando foram concedidas 23.199 autorizações.
Acúmulo anual e tendência de crescimento
No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o total supera 138 mil autorizações, com média mensal de 19,7 mil e aumento de 29,5% comparado ao mesmo intervalo de 2025. Os dados, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e analisados pela Cannect, indicam que a cannabis medicinal deixou de ser um nicho no país.
Impacto regulatório e perspectivas de produção nacional
As recentes diretrizes da Anvisa permitem a importação de matérias‑primas como a planta, extratos e o fitofármaco canabidiol (CBD), facilitando pesquisa, desenvolvimento e fabricação local. Allan Paiotti, CEO da Cannect, destaca que 2026 marca a virada do setor, com 2027 consolidando um modelo híbrido entre importação e produção nacional.
Benefícios para pacientes com doenças crônicas
Com a possibilidade de importação mediante prescrição médica ou odontológica, pacientes que sofrem de dor, ansiedade, insônia, autismo, Parkinson e epilepsia podem acessar tratamentos baseados em cannabis, que apresentam crescente respaldo científico.
Desafios e próximos passos
A estruturação de cotas de importação e a regulamentação de distribuição local são vistas como passos decisivos para profissionalizar a cadeia produtiva, garantir abastecimento seguro a longo prazo e estimular a indústria nacional.
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