A Postal Saúde, o plano de saúde dos funcionários dos Correios, registrou resultado líquido de R$ 875,7 milhões no primeiro semestre de 2026 e alcançou o terceiro maior resultado entre as operadoras médico-hospitalares do país no período. À frente da instituição aparecem apenas a Bradesco Saúde, com R$ 2,03 bilhões, e a Amil, com R$ 960,9 milhões. Os números fazem parte dos dados econômico-financeiros do setor de saúde suplementar divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No primeiro semestre, o setor registrou R$ 206,3 bilhões em receitas totais e R$ 12,1 bilhões em resultado líquido, equivalente a aproximadamente 5,8% das receitas do período.
Entre as operadoras médico-hospitalares, principal segmento da saúde suplementar, o resultado líquido somado chegou a R$ 10,9 bilhões. O desempenho da Postal Saúde ocorre em um cenário de maior pressão sobre os custos assistenciais. Segundo a ANS, a sinistralidade agregada das operadoras médico-hospitalares atingiu 81,9%, alta de 0,8 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025. O índice representa a parcela das receitas com mensalidades destinada ao pagamento das despesas assistenciais.
Ainda assim, 76,2% dos entes regulados pela ANS, o equivalente a 596 entidades, encerraram o primeiro semestre com resultado líquido positivo, mesmo percentual registrado no mesmo período do ano anterior. Para o presidente da Postal Saúde, Eli Melo Júnior, o desempenho reflete uma estratégia voltada à sustentabilidade da operadora, à responsabilidade na gestão dos recursos e à qualidade da assistência oferecida aos beneficiários. “O resultado alcançado pela Postal Saúde é fruto de um trabalho pautado pelo compromisso com a sustentabilidade da operadora, pela responsabilidade na aplicação dos recursos e, acima de tudo, pela busca permanente da excelência no cuidado aos nossos beneficiários. Esse reconhecimento reforça a confiança em nossa gestão e nos motiva a continuar investindo em iniciativas que ampliem a qualidade da assistência e promovam mais saúde e bem-estar para todos”, afirma.
O resultado contribui para a capacidade da Postal Saúde de manter investimentos na qualificação dos serviços, nas ações de promoção e prevenção em saúde e no fortalecimento da assistência aos beneficiários. Os dados da ANS mostram ainda que as operadoras médico-hospitalares tiveram resultado operacional agregado positivo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre. As aplicações financeiras do segmento somavam R$ 142,4 bilhões ao fim de junho, enquanto o resultado financeiro alcançou R$ 7,5 bilhões, o maior valor nominal da série histórica. Os indicadores estão disponíveis no Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar, da ANS, que reúne informações encaminhadas pelas operadoras e permite acompanhar a evolução dos principais dados econômico-financeiros do setor.
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