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📅 26/08/2026 ⏱ 08:53 📡 Medicina S/A 🤖 Gerado Automaticamente 🏷 NEGóCIOS

ASBAI lança plataforma para ampliar informação sobre reações alérgicas

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) lança a plataforma Anafilaxia Brasil, um serviço de informação voltado ao público para ampliar o conhecimento sobre a anafilaxia, a forma mais grave de reação alérgica. O site apresenta conteúdos educativos sobre a condição, seus possíveis desencadeadores e os sinais que exigem atendimento imediato. A iniciativa busca facilitar o acesso a informações confiáveis e contribuir para que pacientes, familiares e a população em geral saibam identificar uma possível emergência alérgica. Essa medicação é a única capaz de salvar a vida de uma pessoa com anafilaxia e deve ser aplicada assim que os sintomas surgirem. Após a aplicação, o paciente deve ser levado imediatamente a um serviço de emergência.

Infelizmente, o Brasil ainda não dispõe do dispositivo de adrenalina autoinjetável pela ausência de registro na Anvisa, sendo necessária sua importação. “Para a ASBAI, ampliar o acesso à adrenalina autoinjetável é uma medida de segurança do paciente. Não basta saber que a adrenalina salva vidas: é preciso que o medicamento esteja efetivamente ao alcance da pessoa de risco quando a anafilaxia acontece”, enfatiza a presidente da ASBAI, Fátima Rodrigues Fernandes. A ASBAI mantém um Registro Brasileiro de Anafilaxia para mapear as reações que acontecem no país. Na atualização mais recente, foram analisados 406 pacientes registrados entre junho de 2021 e fevereiro de 2026.

Os principais desencadeantes foram alimentos, medicamentos e picadas de insetos como abelhas, formigas e vespas. “Um dado importante é que 48,3%, quase metade, das reações ocorreu dentro de casa. Apesar de a adrenalina ser o tratamento de primeira escolha da anafilaxia, ela foi utilizada em aproximadamente 59% dos casos, enquanto anti-histamínicos e corticoides foram utilizados com muito mais frequência”, aponta a presidente da ASBAI. Apenas 28 (7%) dos 406 pacientes receberam adrenalina por autoinjetor. Foram registrados ainda 17 casos de anafilaxia bifásica e duas mortes, ambas relacionadas a picadas de himenópteros; nenhum desses dois pacientes possuía autoinjetor de adrenalina.

Para a ASBAI, esses dados mostram que ainda é preciso avançar no reconhecimento precoce da anafilaxia, na utilização adequada da adrenalina e no acesso da população brasileira ao tratamento de emergência. “Por isso, o lançamento do site Anafilaxia Brasil representa um importante serviço de orientação à população. A informação pode ajudar a reconhecer rapidamente uma reação grave, entender seus possíveis desencadeadores e buscar atendimento adequado no momento certo, evitando desfechos trágicos”, comenta Marisa Ribeiro, coordenadora do Departamento Científico de Anafilaxia da ASBAI.

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