Uma pesquisa recente revelou que mais da metade das pacientes com câncer de mama no Brasil aguarda mais de 60 dias para iniciar o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso ocorre apesar da Lei Federal nº 12.732/2012, que estabelece o tempo máximo de 60 dias entre o diagnóstico e o início do tratamento.
Desigualdades Regionais
A pesquisa, que analisou dados do DATASUS-SISCAN entre 2017 e 2022, também expôs profundas desigualdades regionais no acesso ao tratamento. A detecção precoce e o tratamento da doença são fundamentais para melhorar os prognósticos das pacientes, mas o atraso nos procedimentos pode transformar a questão de saúde individual em um problema de saúde pública.
Resultados da Pesquisa
A pesquisa, liderada pelo mastologista Marcelo Antonini, envolveu 243.277 pacientes e mostrou que 54% delas iniciaram o tratamento após 60 dias, enquanto apenas 24,4% começaram a ser tratadas em até 30 dias. Além disso, 25,5% das pacientes tiveram que aguardar mais de 120 dias para iniciar o tratamento.
Consequências e Soluções
A demora no atendimento pode ter consequências severas, como sobrecarga do sistema de saúde e aumento da mortalidade. Para mitigar esses impactos, os mastologistas participantes da pesquisa defendem a expansão da infraestrutura oncológica, a descentralização de serviços especializados e o fortalecimento da rede de atendimento.
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