Às vésperas do Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), falar sobre o que acontece com as finanças depois da morte pode não ser o assunto mais comum entre as famílias. Mas conhecer as dívidas e obrigações financeiras dos pais é tão importante quanto saber quais bens fazem parte do patrimônio que um dia poderá ser transmitido aos filhos.
A morte de um familiar não encerra automaticamente as dívidas que ele deixou. Empréstimos, financiamentos, contas de cartão de crédito e alguns tributos podem continuar sendo cobrados e reduzir — ou até consumir por completo — o patrimônio que seria dividido entre os herdeiros.
Herança e dívidas
A regra geral é que as dívidas sejam quitadas com o patrimônio deixado pelo falecido. Antes da partilha, é o espólio — conjunto de bens, direitos e obrigações — que responde pelos débitos. Depois da divisão dos bens, a responsabilidade de cada herdeiro fica limitada ao patrimônio que recebeu.
Se ocorrer o contrário e as obrigações superarem os bens, não cabe aos filhos completar a diferença com recursos próprios. O espólio, que é o conjunto de bens do falecido, primeiro paga as dívidas; o que sobrar vai para os herdeiros. Se o saldo for negativo, os credores ficam no prejuízo, não os filhos.
Proteção financeira
O seguro de vida pode fornecer recursos aos beneficiários em um momento no qual o patrimônio deixado ainda está sujeito ao processo de inventário. Diferentemente da herança, a indenização do seguro não integra o inventário e, em regra, é paga diretamente aos beneficiários indicados na apólice.
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