Introdução
A vigilância de águas residuais de patógenos respiratórios pode fornecer estimativas oportunas da atividade viral e tendências de doenças em uma população. A vigilância do ar interior pode ser usada de forma semelhante, com algumas vantagens, mas ainda não foi validada em grande escala.
Metodologia
Um programa de vigilância do ar interior foi empregado como parte da vigilância ambiental de saúde pública em Chicago, Illinois, EUA. Dez coletores de ar foram colocados em ambientes de saúde e habitação coletiva em toda a cidade. Amostras de ar semanais foram avaliadas para influenza A, influenza B, vírus respiratório sincicial e SARS-CoV-2 ao longo de duas temporadas de vírus respiratórios (2023-2025).
Resultados
Em toda a cidade, a positividade e a carga viral das amostras de ar agregadas estavam estreitamente correlacionadas com os dados de casos clínicos e vigilância de águas residuais locais em todos os vírus respiratórios. As tendências de vírus nos dados de ar frequentemente precediam os dados clínicos e de águas residuais, embora isso variasse entre patógenos e temporadas de vírus respiratórios. Além disso, a sequenciação do genoma completo do SARS-CoV-2 mostrou uma correlação estreita das proporções de variantes em todos os conjuntos de dados.
Conclusão
Esses dados demonstram que a vigilância do ar pode fornecer dados de tendências de casos e variantes de vírus respiratórios em escala de prédio ou comunidade, servindo como uma ferramenta alternativa ou complementar para a vigilância ambiental de saúde pública.