Um estudo recente mostrou que pacientes com câncer de pulmão que podem ser tratados com medicamentos desenvolvidos para bloquear alterações genéticas específicas do tumor ainda enfrentam desigualdades importantes de acesso no Brasil.
Desigualdade no acesso ao tratamento
A pesquisa realizada pelo Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT) revelou que apenas 22,2% dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) receberam terapia-alvo como primeiro tratamento, enquanto na saúde suplementar esse percentual foi de 53,9%.
Diferenças nas chances de sobrevivência
Além disso, as chances de sobrevivência também variaram significativamente entre os pacientes atendidos pelo SUS e aqueles tratados na saúde suplementar. Três anos após o diagnóstico, 61,4% dos pacientes atendidos pelo SUS estavam vivos, contra 87,2% daqueles tratados na saúde suplementar.
Barreiras no acesso ao diagnóstico e tratamento
Outro estudo do GBOT identificou que as dificuldades para incorporar a medicina de precisão começam ainda antes do tratamento e persistem ao longo de toda a jornada assistencial. Menos da metade dos oncologistas que atuam no SUS informou ter acesso regular ao teste necessário para identificar a alteração no gene ALK.
Conclusão
Os resultados desses estudos destacam a necessidade de estratégias nacionais para ampliar o acesso aos testes moleculares, garantir a disponibilidade das terapias recomendadas pelas diretrizes e reduzir as desigualdades observadas entre os diferentes sistemas de saúde.
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