Uma das pesquisas que mais chamaram a atenção durante o maior congresso mundial de oncologia trouxe uma nova perspectiva sobre o papel da radioterapia no tratamento do câncer de mama triplo-negativo, um dos subtipos mais agressivos da doença.
O papel da radioterapia
O estudo TBCRC-053 (P-RAD) mostrou que a radioterapia aplicada antes da cirurgia, em combinação com a imunoterapia, pode fazer mais do que destruir o tumor localmente. Os resultados sugerem que ela também é capaz de estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar células cancerígenas em outras regiões do corpo.
Resultados do estudo
O estudo avaliou pacientes com câncer de mama triplo-negativo localmente avançado, que receberam imunoterapia com pembrolizumabe associada ou não à radioterapia antes do tratamento convencional. Os pesquisadores observaram que as pacientes que receberam radioterapia apresentaram uma ativação significativamente maior das células de defesa responsáveis por combater o tumor.
Implicações para o tratamento
Os resultados são considerados uma importante prova de conceito para uma nova forma de utilizar a radioterapia no câncer de mama. Se esses resultados forem confirmados em pesquisas futuras, poderemos estar diante de uma mudança importante de paradigma. A radioterapia deixaria de ser vista apenas como uma ferramenta de controle local e passaria a ser utilizada também como uma estratégia para potencializar a ação da imunoterapia e mobilizar o sistema imunológico contra o câncer.
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