Os vírus da influenza aviária altamente patogênica da linhagem H5NX clado 2.3.4.4b continuam a circular globalmente. A reintrodução de vírus da linhagem eurasiática na América do Norte e a mistura com cepas de baixa patogenicidade endêmicas resultaram em novos genótipos, incluindo o D1.2. Com o objetivo de avaliar a patogenicidade e o tropismo celular, foi realizada a inoculação intranasal do vírus do genótipo D1.2 em suínos.
Após a inoculação, o vírus foi isolado de secreções nasais da maioria dos animais inoculados por vários dias. A 5 dias pós-inoculação, a PCR e a imunoistoquímica detectaram o vírus nos sistemas musculoesquelético, respiratório, digestivo, linfático e nervoso, além de isolados de suco de carne. A 35 dias pós-inoculação, detectou-se antígeno viral e baixos níveis de RNA no cérebro de um animal com lesões consistentes com etiologia viral e antígeno viral no etmóide de 2 animais.
A detecção consistente em amostras de swab nasal, combinada com infecção respiratória subclínica, distribuição sistêmica e detecção prolongada do vírus clado 2.3.4.4b em suínos, sugere que a identificação de infecção em suínos comerciais sem sinais respiratórios óbvios pode ser difícil.
Conclusão
Esses resultados destacam a importância da vigilância contínua para a detecção precoce e resposta a surtos de influenza aviária altamente patogênica em suínos e aves, visando minimizar os riscos de transmissão e impacto na saúde pública.