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📅 08/06/2026 ⏱ 13:40 📡 Medicina S/A 🤖 Gerado Automaticamente 🏷 NEGóCIOS

São Camilo realiza tratamento de Linfoma não Hodgkin com CAR-T cell

Habilitada para realizar o tratamento com CAR-T cell desde outubro de 2025, a Unidade Pompeia da Rede de Hospitais São Camilo São Paulo realizou a primeira infusão dessa terapia de alta complexidade para o tratamento de um paciente com linfoma de células B de alto grau. O procedimento representa um marco na consolidação dos programas de terapia celular da instituição e amplia o acesso dos pacientes a tratamentos inovadores para doenças hematológicas complexas. O CAR-T cell é uma modalidade de terapia celular utilizada na hematologia para tratamento de casos específicos de leucemias, linfomas e mieloma múltiplo com recidiva, ou seja, quando há o reaparecimento da doença após o tratamento inicial e em casos refratários, quando não há resposta adequada aos tratamentos convencionais, como a quimioterapia.

A equipe liderada por Roberto Luiz da Silva, chefe do Serviço de Hematologia do Hospital, e por Maria Cristina Macedo foi responsável pelo tratamento que tem como alvo células específicas da neoplasia e pode proporcionar respostas profundas e duradouras em pacientes selecionados. “Após o diagnóstico, o paciente recebeu três linhas de tratamento, sem resposta satisfatória. A terapia com CAR-T cell tem demonstrado aumento das taxas de resposta em pacientes elegíveis, podendo proporcionar períodos prolongados livres de progressão da doença e sem necessidade de novos tratamentos.

É realmente uma inovação para o cenário científico e tecnológico da medicina de precisão no país”, afirma Roberto Luiz da Silva. A implementação da terapia requer uma estrutura multidisciplinar altamente especializada, envolvendo integração entre as equipes de hematologia, infectologia, neurologia, terapia intensiva, enfermagem e farmácia clínica. A habilitação para realização desse tratamento reforça o compromisso do Hospital São Camilo com a oferta de terapias avançadas e de alta complexidade, alinhadas aos mais elevados padrões técnico-assistenciais.

O procedimento tem início com a coleta dos linfócitos T do próprio paciente, que são células presentes no sistema imunológico, em um processo chamado de aférese, realizado em regime de internação em aproximadamente 4 horas. Após essa etapa, o material coletado é enviado ao exterior, onde essas células são geneticamente modificadas para passarem a reconhecer alvos específicos das células tumorais, em um processo que pode demorar até 4 semanas, dando origem ao produto de terapia celular conhecido como CAR-T cell. Posteriormente as células retornam para o Brasil e são reinfundidas no paciente por via intravenosa, passando a reconhecer e atacar as células tumorais de forma direcionada.

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