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📅 22/05/2026 ⏱ 04:55 📡 Universo do Seguro 🤖 Gerado Automaticamente 🏷 SAúDE

NR-1 acelera transformação da saúde corporativa nas empresas

Foto: Sueli dos Santos / Universo do Seguro

A poucos dias da entrada em vigor das novas exigências da NR-1, marcada para 26 de maio, a saúde mental no ambiente corporativo deixou de ocupar apenas o campo dos benefícios e passou a integrar a agenda estratégica das empresas. O tema ganhou força durante o lançamento da plataforma Wehealthy, da doc24, realizado, nesta quinta-feira, 21 de maio, em São Paulo. O evento reuniu lideranças de RH, executivos e especialistas para discutir como as empresas precisarão estruturar políticas contínuas de monitoramento e prevenção de riscos psicossociais diante das novas exigências regulatórias. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 amplia o escopo do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e passa a exigir que empresas identifiquem, monitorem e mitiguem fatores ligados à saúde emocional dos colaboradores, como estresse, fadiga, assédio e sobrecarga mental. “Hoje, muitas empresas já entendem que o bem-estar impacta diretamente em produtividade, custos e engajamento.

A saúde corporativa passou a exigir mensuração, previsibilidade e impacto comprovado”, afirmou Daniel Prieto, diretor da doc24 no Brasil. A discussão ocorre em um momento de pressão crescente sobre empresas, operadoras e seguradoras. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que mais de 470 mil trabalhadores foram afastados em 2024 por transtornos mentais e comportamentais. Apresentada durante o evento, a Wehealthy foi desenvolvida como uma plataforma integrada de bem-estar corporativo. Em um único aplicativo, o colaborador acessa telemedicina 24 horas, especialistas, nutrição e acompanhamento em saúde mental.

Já as empresas acompanham indicadores consolidados sobre a saúde das equipes por meio de dashboards e análises populacionais. Alexandre Zaparoli, head comercial da doc24, apresentou a plataforma e destacou que o diferencial está na integração entre experiência individual e indicadores organizacionais, permitindo que áreas de RH identifiquem padrões de risco antes que eles se convertam em afastamentos, aumento de custos assistenciais ou problemas de produtividade. “O motor conecta o que acontece com cada colaborador ao que acontece com a empresa, permitindo decisões baseadas em evidências, não em percepção”, destacou. A proposta reflete uma mudança relevante no modelo tradicional de saúde corporativa, historicamente mais reativo. Mais do que ampliar benefícios, o desafio passa a ser construir mecanismos permanentes de prevenção, rastreabilidade e gestão de risco psicossocial dentro das organizações.

Nesse cenário, saúde emocional deixa de ser apenas pauta de RH e começa a ocupar espaço cada vez mais próximo das estratégias de governança corporativa e sustentabilidade operacional. porConteúdo Universo do Seguro

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