Projeto pioneiro de telemedicina amplia diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas
Um projeto pioneiro de telemedicina está ampliando o diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas e qualificando o cuidado de recém-nascidos no Paraná. O Bate-Bate Coração, financiado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), e realizado pelo Hospital Pequeno Príncipe, busca qualificar a assistência neonatal com o uso estratégico da tecnologia e a regionalização da saúde.
“O projeto busca fortalecer a regionalização da assistência e o uso inteligente da tecnologia para ampliar o acesso a um atendimento especializado, humanizado e resolutivo. Já foram destinados R$ 3 milhões para cinco hospitais, mas a iniciativa será ampliada para outras instituições. Estamos investindo para que os bebês cardiopatas sejam atendidos com mais rapidez, segurança e qualidade, em qualquer região do Paraná”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
A proposta conecta UTIs neonatais de hospitais regionais ao Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em cardiologia pediátrica. Por meio de tecnologia interativa, equipes médicas de diferentes regiões discutem casos em tempo real com especialistas do Hospital em Curitiba. Esse modelo permite apoiar diagnósticos, orientar a estabilização clínica e estruturar planos terapêuticos mais assertivos, garantindo o melhor cuidado ao paciente.
Com investimento inicial de R$ 312 mil para implantação e aporte anual de cerca de R$ 1,4 milhão para custeio, com duração de dois anos, esta primeira fase envolve o Hospital Regional do Norte Pioneiro (Santo Antônio da Platina), o Hospital Norospar (Umuarama), a Santa Casa de Paranavaí, a Santa Casa de Irati e o Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecotis (Francisco Beltrão).
As teleconsultorias começaram no segundo semestre de 2025 e, em poucos meses, essas ações já apresentaram resultados relevantes. Até o momento, foram mais de 700 discussões de casos clínicos, envolvendo a avaliação de 205 recém-nascidos e a participação de 49 profissionais das unidades hospitalares que integram o programa. Nesse período, 32 pacientes foram diagnosticados com cardiopatia; desses, quatro precisaram ser transferidos.
O projeto também contempla a construção de uma linha-guia para o cuidado ao cardiopata congênito no estado do Paraná, a capacitação das equipes regionais, a implementação de protocolos clínicos e o suporte técnico. Além da atuação remota, foi implantada uma sala de situação no Hospital Pequeno Príncipe, dedicada à teleconsultoria para as unidades hospitalares que contam com UTI neonatal, definidas estrategicamente.
A formação contínua, com vistas ao aperfeiçoamento técnico das equipes, como cursos de ecocardiograma para equipes das UTIs neonatais, entre outros, é mais um pilar do programa. Desde o início do projeto, as atividades formativas somam 246 participações que envolveram 174 profissionais, fortalecendo a qualificação técnica das equipes das UTIs neonatais envolvidas.
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